Os girassóis do fim do mundo
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 16 de Março de 2026 ás 14h 46min
Os Girassóis do Fim do Mundo
No fim do mundo ainda há luz,
um lampejo dourado que insiste,
mesmo quando o vento sopra cinzas
e o tempo se desfaz em pó.
Os girassóis erguem-se, altivos,
como preces que não se calam,
buscando um sol que já partiu,
mas cuja lembrança ainda aquece.
Entre ruínas e silêncios,
brotam cores impossíveis,
raízes que desafiam o nada,
pétalas que sonham eternidade.
Talvez o fim não seja o fim,
mas o recomeço em outra forma,
onde cada flor é resistência,
e cada olhar, uma aurora.
Os girassóis do fim do mundo
não temem a escuridão —
eles a transformam em ouro,
e seguem, firmes, em direção à luz.