Paixões ao Vento
Já dissera o ensaísta François-Marie Arouet
as paixões são como a ventania
que faz inflar as velas dos navios
que por vezes naufragam em mares bravios
condenando os marujos a total desarmonia!
Dissera, ainda, Voltaire em seus estudos
que sondavam os ventos e rondavam os mares!
É monção que atufam, dos barcos as velas
conduzindo ao seu destino os nautas em caravelas
fazendo-os retornar seguros aos lares!
O vento é necessário nessa circunstância
pois é ele o propulsor que conduz a embarcação
que, sem o qual não se move, não sai do seu lugar
sequer se abala, não se vislumbra navegar
missão interrompida. É uma total decepção!
O marinheiro no mar conhece as agruras
nem sempre há vento brando para marear!
Às vezes a borrasca, a procela é tão forte
causando desventura, mudando o seu Norte
levando em indômitas águas, veleiros a soçobrar!
A paixão é o vento que infla os corações
cuja aragem mansa a felícia produz!
A alma se vê pelo fascínio inflamado
sente seu âmago, seu espírito enamorado
avalia que o frescor dessa brisa ao amor conduz!
É a paixão, sem hesitação, o combustível
que faz arder em chamas, seres enamorados!
As fortes juras arrebatam em emoções
entorpecem as almas, debilitam os corações
que nessa insensatez se sentem apaixonados!
Outras vezes essa chama é cheia de ardis
que sufocam vidas em desarmonia!
Daí surgem lágrimas e tristeza bem no peito
na agonia de um grande amor desfeito
que naufragou em meio a ventania!
Enoque Gabriel, Lorde Égamo
Da obra: “Jardins Secretos”
Comentários
Muito bom! Parabéns!
Rosemeire Santos Silva | 06/04/2026 ás 11:45Lindíssimo Poema!!
SERGIO EDUARDO DA SILVADa Silva | 06/04/2026 ás 14:11Que maravilha parabéns sucesso sempre
Maria Lurdes | 06/04/2026 ás 14:32Lindíssimo. Parabéns
Rosilene Rodrigues Neves de Meneses | 06/04/2026 ás 15:23