PEQUENO BARRO DE LAMA

Poemas | Celso Custódio
Publicado em 17 de Janeiro de 2026 ás 19h 06min

Os anos se passaram como uma correnteza

De um rio,

Toda beleza se transformou em linhas

E rugas todos os dias,

Cansaço surge em volta das poucas

Resistências,

Pesam os pés e tropeçam na sua própria

Existência!

 

A mocidade sorriso despede ainda adulta

A inocência ainda desfaz em plena luz

Em câmara lenta,

Crescem os pelos pubianos e os desejos

Quando a voz fina modifica,

O sexo fala mais alto e as brincadeiras

Geram-se filhos!

 

Os olhos desviam dos convites

E das aparências,

O corpo que alçava pelos ares

Procura o leito de uma cama 

Mais ardente,

Esconde no andar a corrida de quem

Chegar primeiro,

Os beijos são os que dão mais lucros,

Os abraços não faz parte do que almejo!

 

Não se preparam para quem amam,

Não existe raça, cor ou religião nem

Ao menos roupa de luxo em meio

A fama,

A vida passa e com eles vão os anos,

Os anos passam e com eles vão á fama,

A fama passa quando a terra silencia,

Um pequeno barro de lama!

 

 

 

 

 

 

Livro: Mar de Poesias

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