Os anos se passaram como uma correnteza
De um rio,
Toda beleza se transformou em linhas
E rugas todos os dias,
Cansaço surge em volta das poucas
Resistências,
Pesam os pés e tropeçam na sua própria
Existência!
A mocidade sorriso despede ainda adulta
A inocência ainda desfaz em plena luz
Em câmara lenta,
Crescem os pelos pubianos e os desejos
Quando a voz fina modifica,
O sexo fala mais alto e as brincadeiras
Geram-se filhos!
Os olhos desviam dos convites
E das aparências,
O corpo que alçava pelos ares
Procura o leito de uma cama
Mais ardente,
Esconde no andar a corrida de quem
Chegar primeiro,
Os beijos são os que dão mais lucros,
Os abraços não faz parte do que almejo!
Não se preparam para quem amam,
Não existe raça, cor ou religião nem
Ao menos roupa de luxo em meio
A fama,
A vida passa e com eles vão os anos,
Os anos passam e com eles vão á fama,
A fama passa quando a terra silencia,
Um pequeno barro de lama!
Livro: Mar de Poesias