Por dentro cinza por fora alma

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 17 de Março de 2026 ás 08h 44min

Por Dentro Cinzas, Por Fora Alma

 

Por dentro, cinzas frias, restos do que ardeu,

memórias que o tempo soprou e esqueceu.

O peito é brasa morta, silêncio e neblina,

 

eco de um fogo que já foi menina.

Por fora, alma — vestida de calma,

tece esperança nas dobras da palma.

Mesmo que o vento insista em ruir,

 

há luz nas rachaduras do existir.

Cinzas guardam segredos do que foi chama,

e a alma, teimosa, ainda se inflama.

 

Entre o fim e o recomeço, há poesia,

onde o pó se transforma em melodia.

 

Por dentro, cinzas. Por fora, alma.

Entre o nada e o tudo, repousa a calma.

E no sopro leve da vida que insiste,

renasce o ser, mesmo quando triste.

Comentários

Este poema é um convite à empatia. Revela um retrato da condição humana contemporânea, onde muitos carregam dores internas, enquanto tentam oferecer o melhor de si!

Lorde Égamo | 17/03/2026 ás 11:46
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