Profundeza do cosmo
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 15 de Março de 2026 ás 20h 25min
No silêncio vasto do infinito,
onde a noite tece seu manto azul,
as estrelas dançam um rito antigo —
sussurros de luz contra o escuro tul.
Cada ponto, um olho que nos observa,
cada linha, um laço entre mundos perdidos.
A constelação é a memória que preserva
os sonhos dos tempos esquecidos.
Profunda, ela mergulha no abismo,
não do céu — mas da alma que a contempla.
Quem olha para cima encontra o lirismo
de saber que a vastidão nos é singela.
Somos poeira das mesmas estrelas,
fragmentos de uma explosão primeira.
Nas constelações, encontramos nelas
o mapa de volta à nossa luz inteira.
E quando a madrugada vem, calada,
apagando as chamas no horizonte,
a constelação segue — nunca é nada —
apenas aguarda a próxima noite, no monte.