Quando as Cortinas se Abrem
Poemas | Poesia Simbolica | Rose CorreiaPublicado em 07 de Abril de 2026 ás 13h 10min
Sinopse: Um olhar sobre a ausência de aplausos quando o brilho finalmente chega — e a descoberta de que a luz não depende de quem a reconheça.
Quando as Cortinas se Abrem
Onde estão aqueles
que disseram aplaudir-te
quando brilhasses...
Aqueles que diziam apreciar-te...
onde estão?
O brilho veio,
as cortinas se abriram,
mas nenhuma plateia se fez presente...
Nenhum aplauso,
nenhum alvoroço...
Ainda assim,
não te detiveste aos murmurinhos...
Brilhaste.
Porque o sol
não faz entrevistas
para saber quem é quem...
Simplesmente desponta
toda manhã
e brilha.
E quando as nuvens o ofuscam,
não se acanha,
pois sabe muito bem...
toda tempestade passa,
e toda escuridão se dissipa
com a sua presença...
porque também és luz.