Quietude interior
| Poesia Filosófica | 2025 - Antologia Giovanna Barros e Convidados | Manoel R. LeitePublicado em 16 de Março de 2026 ás 15h 50min
Nem todo silêncio nasce fora
muitos precisam ser cultivados por dentro
Mundo fala sem descanso
vozes cruzam caminhos
urgências disputam atenção
Coração aprende cedo
como é fácil perder direção
Mas existe um lugar discreto
onde pensamentos diminuem o passo
e respiração encontra equilíbrio
Ali começa a quietude
Não é ausência de vida
é presença mais profunda dela
Nesse território interior
pressa perde sentido
comparações deixam de governar escolhas
Consciência observa com mais clareza
cada emoção encontra espaço para existir
Algumas chegam inquietas
outras chegam cansadas
todas pedem escuta verdadeira
Quietude não expulsa sentimentos
apenas organiza o que antes parecia confuso
Tempo ajuda nesse aprendizado
dia após dia
experiência após experiência
Quem insiste nesse caminho descobre algo raro
Serenidade não nasce quando tudo está resolvido
Nasce quando o coração aprende
a permanecer estável
mesmo diante das mudanças inevitáveis
Assim a vida segue
Com mente mais tranquila
com olhar mais atento
com alma capaz de reconhecer
no silêncio cultivado dentro de si
força suficiente
para continuar caminhando.