Rabo de Foguete
Pensamentos | Poesia Social | Keila Rackel TavaresPublicado em 28 de Fevereiro de 2026 ás 22h 53min
Crônica.
O Empréstimo da Canção.
Vejo, a cada segundo,
um cidadão equilibrista,
trajando luto,
só que diferente da Canção,
ele não está bêbado, não.
Os bêbados são os nossos governantes
que fingem não ver toda essa gente
se equilibrando pra sobreviver,
fugindo no rabão de foguete
que é o nosso desgoverno aqui nos deixou envoltos na epifania de saber que somos massa de manobra.
Aqui, abro espaço pra te dizer,
o verdadeiro sufoco de hoje em dia
é estar na fila para receber
um remédio, uma comida, ou ainda conseguir agendar um médico.
Tudo é um sufoco!
Difícil é saber se o doutor chegará a tempo da senhora morte nos arrebentar ese chegar, será que vai funcionar?
Além de lutar contra doenças,
ainda temos de lutar com a má conduta de gente suja que comete atos banais, como desviar dinheiro de verbas que seriam para compra de equipamentos de hospitais, ou pior, receber para salvar vidas e não aparecer nem para carimbar o cartão.
Mas, ainda nos resta a esperança
de que logo, logo alguém
surja e acabe com tudo isso.
E mais uma vez usaremos este Hino Nacional
para tirar do poder um governo
que não irá se prorrogar,
pois temos o tesouro que é o povo ,
que sempre acredita na força da votação, mesmo tendo sempre de quatro em quatro anos, uma nova decepção.