Raio de Esperança
Tão amargo quanto o fel,
tão escuro como o negro véu é a separação!
Ela traz em seu corpo
um ar sombrio de desilusão que se espalha
contagiando os circunstantes que dela tentam se aproximar!
Este ar tão vazio tem a forma de tristeza,
angústia, solidão, desespero!
Ela se identifica de pronto com a morte,
quem dela não consegue se libertar, com ela morreu!
Mas ela merece respeito...
Ela produz um abismo,
abismo tão profundo quão profunda é a morte!
Por que não dizermos ser a própria morte
e a angústia que dela sentimos ser a forma de velarmos sua alma?
A dor da separação é tão amarga que ninguém consegue suportar
É tão escura que ninguém consegue ver o que está além do seu manto negro!
É! . . .Mas após sufocado o sentimento de dor,
solidão e desespero, podemos enxergar
como o fulgor de um astro o raiar de esperança!
E, através dessa esperança que das trevas da morte ressurge
trazendo um novo céu e estrelas mil a brilhar!
Com a esperança ressurge o amor que morto ainda não está
e que o sussurro de uma asa está pronto a escutar!
Uma nova alegria nasceu! . . .
Enoque Gabriel, Lorde Égamo
Da obra “Em cada suspiro um poema de amor”
Comentários
MUITO ALEM DE UM RAIO... UM CONJUNTO DELES
Sombrio Poema!!
A dura caminhada até a resiliência ...
Belíssimo poema parabéns