RASCUNHO DE NÓS
| | 2026/3 Antologia Rascunho do Eu: enquanto me escrevo | Fátima CordelistaPublicado em 18 de Março de 2026 ás 15h 09min
RASCUNHO DE NÓS
Nascidos para ser poetas
Poetas em construção
Buscando mergulhar fundo
Encontrar-se na razão
Vamos juntando os pedaços
Vamos costurando os cacos
Com linhas de emoção
Pelos caminhos da vida
Arrastam dores, correntes
Seus versos são como a gaze
Em feridas diferentes
Quando a alma sangra e sofre
Trazes no peito dor forte
Seus versos são resistentes
E nessa busca frenética
De lutar para viver
Vais desenhando poemas
Rabiscando teu sofrer
Eu também sou um rascunho
Minha caneta empunho
Na arte de escrever.
Comentários
Fátima em seu poema explora a escrita, não somente como arte, mas como processo terapêutico! Afirma, ainda, nas entrelinhas, que para ser poeta não precisa ter todas as respostas, mas coragem de usar a caneta, costurar as próprias feridas e aceitar a beleza de ser um rascunho em eterna construção!
Lorde Égamo | 18/03/2026 ás 21:16