RECANTO DAS PAIXÕES
Poesia Amorosa | Celso CustódioPublicado em 18 de Fevereiro de 2026 ás 10h 53min
Quanto tempo tem um tempo
Para que possamos ter tempo!
Passa toda molhada envolvida
Na toalha cheia de espuma,
Em câmara lenta encharca o ar
De seu perfume
Os cabelos balançam na direção
A janela do quarto,
O vidro do espelho reflete
Teu corpo ainda embassado,
Com as marcas de batom.
Os recantos das nossas paixões,
Sejam entrelaçadas da cor
Do colchão onde dormimos,.
As grades da nossa cama sejam
As testemunhas oculares do amor noturno,
A nossa respiração continua ofegante e silenciosa.
A arte da vida continua a pintar
A nossa história,
Quando os pedaços de cada um de nós
Venham reclamar das saudades,
Precisamos estar juntos para conquistar
A nossa liberdade.
Se acontecer de ficarmos cegos
Um pelo outro,
É necessário andarmos unidos
Para que possamos não perder a razão.
Entrando á noite escondemos nossas falhas
Antes de dormir,
O que falamos por detrás das paredes
Ninguém possa ouvir,
As luzes dos nossos quartos só acendem
Em nossos dias,
Mas o sol que brilha forte lá fora,
Aproveita também a imagem
De uma pequena lua no céu!
Livro: Mar de Poesias