Eu sussurro uma pergunta ao tempo,
ele responde com raios e trovões.
O que faço da calmaria das águas
depois que cessam as tempestades?

Eu questiono ao meu eu criança
a razão dessa aflição sem fim.
Que erro tão profundo houve
para que hoje eu sinta assim?

Eu pergunto ao implacável tempo,
ele responde apenas com silêncio.
O que fazer quando se perde a razão
de viver e temer um incrédulo fim?

Eu questiono ao futuro incerto,
ele me devolve um pesadelo.
Em qual lado da estrada estarei
se minhas pernas recusarem o caminho?

Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.