Tenho febre por ti desse calor
Que vem de dentro,
Consumindo-me aos poucos,
Revelação dos pensamentos.
Não preciso esconder-me da tua presença,
Quanto mais perto de ti os minutos
Passam lentos!
Teu paraíso é de sonho, corpo
E palavras,
A fonte desejada que corre do mais
Íntimo e profundo.
São como as selvas das matas virgens,
Sugando a terra deleitosa e graciosa,
Ventos que sopraram dos céus,
Trazendo alívio ao som das gaivotas!
Descansei abraçado sobre ti
Como as palmeiras longe do oásis,
Se é delírio, pesadelo ou miragem,
Não sei...
Direcionei meus olhos ao imaginário
Da ilusão pré concebida,
Como ferro em brasa viva marcando
A carne fria,
Um amor soberbo de si mesmo esvazia!
Derrama a sua alma pura e perfumada,
O bailado que ensaiamos nas nossas
Madrugadas,
Ouvir o múrmurio dos teus lábios,
Em meus ouvidos bem baixinho,
Encontrar com mais detalhes
O aconchego do seu ninho,
Ensinar-te-ei a voar como fazem
Os passarinhos!
Livro: Mar de Poesias