Rosas da aurora
Poemas | | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 06 de Maio de 2026 ás 13h 42min
Ó Rei, dei-me as rosas do teu jardim,
as mais silenciosas, as que sangram perfume
na aurora do teu nome.
Colhi-as com mãos trêmulas,
como quem toca o sagrado sem saber.
Ó Rei…
perdoa-me.
Não sou digna das tuas pétalas,
nem do orvalho que nelas repousa
como lágrima de eternidade.
Ainda assim, ousei —
ousei levar ao peito
o que era só teu.
E agora o jardim me chama pelo vento,
e cada rosa murmura tua ausência
como um segredo que dói.
Perdão, meu Rei,
se em minha sede toquei o que era eterno,
se em minha fome colhi beleza demais.
Devolve-me ao pó, se preciso,
mas não me negues teu olhar —
pois é nele que florescem
as rosas que jamais ousei colher.
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Parabéns