Se as estrelas
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 27 de Abril de 2026 ás 14h 32min
Se as estrelas fossem pó de eternidade,
eu abriria as mãos na noite
como quem colhe silêncios luminosos
caídos do infinito.
Cada grão seria um sussurro antigo,
um eco de mundos que já sonharam,
e eu, tão pequeno sob o céu imenso,
me tornaria abrigo de universos.
Ah, se as estrelas fossem pó,
eu as guardaria nos bolsos do peito,
misturadas às minhas saudades,
para brilhar por dentro em segredo.
E quando a solidão viesse,
como um vento frio de ausência,
eu sopraria esse pó sobre a alma
e renasceria constelação.
Pois talvez, no fundo do tempo,
nós também sejamos poeira de luz
esperando o instante certo
de voltar a brilhar no eterno.