Sequelas do Ser
Intrépidos são meus passos no abismo
Em meio às lacunas dilaceradas,
Basta o ódio que destrói meu altruísmo;
A dor intensa invade minhas chagas.
Sangrando igual a um pássaro ferido,
Sou medo e silêncio em meio à batalha.
Meu sangue sobre a terra escorrido,
Fétido, vai evaporando entre as muralhas.
Um fio de coragem que insiste em crescer
Na interseção do silêncio e do grito contido,
Onde a alma ferida aprende a se erguer
E retornar para um mundo outrora esquecido.
E assim, nas sombras do labirinto,
Sobre o túmulo dorme um corpo perfeito;
Voou a alma salvando o espírito,
Jaz aqui as sobras do meu esqueleto!
Minha volúpia maior que a tolerância
Espera, incomoda e depois atropela;
Sacode a poeira ainda com esperança,
Mas não evita as marcas das sequelas!
Edbento