Silêncio criança

Poemas | | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 30 de Abril de 2026 ás 14h 04min

Silêncio, criança!

 

Silêncio, criança!

A voz suave sussurra,

um segredo contado

apenas para ouvidos atentos.

 

O ar fica parado,

um suspiro retido

na garganta da noite.

 

Criança, meu pequeno,

ajusta o travesseiro,

fecha os olhinhos bem,

o sono já te chama.

 

Mas antes, escuta.

Um som se aproxima,

leve como pena,

claro como a aurora.

 

Não é o vento a soprar,

nem o grilo a cantar.

É algo mais puro,

algo que acalma.

 

Silêncio, criança!

O coração bate devagar,

um tambor sereno

a anunciar a chegada.

 

Os sonhos te esperam,

com cores que pintam

o céu da imaginação.

 

Miguel Arcanjo vem aí!

Com asas de luz,

um brilho sereno,

um abraço de paz.

 

Ele não traz espadas,

nem fúria, nem guerra.

Traz apenas a bênção,

o escudo que protege.

 

Ele vem para te guardar,

para afastar o medo,

para sussurrar ao teu ouvido

que tudo ficará bem.

 

Lembra do anjo que te cuida,

da proteção que te envolve.

Ele está sempre perto,

mesmo quando não o vês.

 

Silêncio, criança!

Deixa a canção do anjo

embalar teu sono.

Deixa a bondade dele

preencher teu dia.

 

As estrelas cintilam,

testemunhas silenciosas

da bondade que desce,

do amor que acalenta.

 

Não há por que temer,

o medo se afasta,

quando a presença divina

se faz sentir tão perto.

 

Silêncio, criança!

O mundo dorme agora,

e a proteção celestial

te guarda em seus braços.

 

Descansa, meu bem,

sonha com campos de flores,

com risos de anjos,

com um futuro brilhante.

 

Amanhã o sol virá,

mas hoje a noite traz

o guardião que te ama,

o mensageiro da paz.

 

Silêncio, criança!

Ouviste bem a melodia?

É a promessa de um sono tranquilo,

a certeza de um novo dia.

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