Sinos do infinito

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 07 de Maio de 2026 ás 12h 14min

Há uma cidade escondida

no coração do Cosmo.

Dizem que ela respira

atrás das constelações antigas,

onde o silêncio tem perfume

de lírios azuis e eternidade.

 

À noite, quando o mundo dorme,

eu escuto seus sinos distantes

balançando dentro das estrelas,

como se alguém chamasse meu nome

do outro lado do infinito.

 

Eu quero ir para lá.

Quero atravessar os rios de névoa,

subir as escadas feitas de luz,

abrir os portões bordados

com poeira de galáxias

e tocar as árvores luminosas

que florescem na aurora do universo.

 

Há anjos caminhando

pelas ruas dessa cidade secreta.

Eles carregam lanternas de fogo branco

e cantam antigos hinos

que fazem os planetas chorarem

de beleza.

 

Eu quero repousar

nas praças de cristal,

onde os jardins suspensos

guardam rosas que nunca morrem

e pássaros transparentes

bebem o orvalho da Via Láctea.

 

Ah, cidade escondida

no coração do Cosmo,

espera por mim.

Porque aqui na Terra

meu espírito às vezes se perde

como uma estrela caída

sobre mares escuros.

 

Mas quando fecho os olhos,

vejo tuas torres acesas

flutuando além do tempo —

e alguma coisa dentro de mim

abre asas.

Comentários

A distopia poética da Rosy, nos leva a lugares distantes do universo

ADAILTON LIMA | 08/05/2026 ás 11:26
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