Suplica
Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 29 de Janeiro de 2026 ás 13h 31min
Em silêncio ele suplica aos astros ancestrais,
olhos fixos no negrume infinito,
onde constelações sussurram segredos antigos.
Mãos crispadas,
nervos à flor da pele,
um pedido mudo escapa
pela fresta da alma.
Lua crescente, testemunha pálida,
de anseios profundos,
de medos arraigados,
de esperanças tênues.
Que a dança cósmica
favoreça seus passos,
que a luz distante
ilumine o caminho.
Em silêncio, a prece persiste,
uma canção sem som,
vibrando no universo,
aguardando resposta.
Um sopro frio da noite,
um sinal talvez,
de que não está só,
na vastidão silenciosa.