Teatro da ilusão
Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 12 de Janeiro de 2026 ás 14h 56min
A alma,
um mergulho escuro,
no teatro da ilusão.
Luzes piscam,
vozes ecoam,
e a realidade se esvai.
Cores vibrantes,
histórias tecidas,
em fios de esquecimento.
Um labirinto de espelhos,
onde a alma se perde,
por um breve instante.
Rostos familiares,
em máscaras estranhas,
gestos exagerados,
palavras vazias,
promessas quebradas,
no palco da fantasia.
O perfume doce da mentira,
a textura suave do engano,
a melodia hipnotizante,
do esquecimento.
A alma se entrega,
à dança ilusória.
Esquece a jornada,
esquece o propósito,
esquece a luz interior.
Perdida no reflexo,
de um sonho passageiro,
de uma sombra fugaz.
Mas no fundo,
uma chama tênue,
uma memória distante.
Um sussurro fraco,
lembrando a verdade,
a essência perdida.
A alma desperta,
lentamente,
do torpor da ilusão.
O véu se dissipa,
a cortina se fecha,
o teatro silencia.
E no silêncio,
ela se lembra,
quem realmente é.
Emerge das profundezas,
mais forte,
mais consciente.