Um rei para a mais linda Dália do jardim,
não um rei de coroa e trono,
mas um rei de raiz e sol.
Um servo fiel da terra escura,
que a alimenta em segredo,
enquanto ela desabrocha,
cor de pôr do sol.
O vento, seu mensageiro,
traz sussurros de outros jardins,
mas ela permanece,
ancorada na sua beleza singular.
Abelhas, seus cortesãos,
beijam-lhe as pétalas,
roubando o doce néctar,
testemunhas silenciosas
de uma realeza discreta.
A chuva, suas lágrimas de alegria,
lava-lhe o rosto,
revelando um brilho ainda maior,
uma pureza intocada.
O rei,
não precisa de exércitos,
nem de castelos imponentes,
apenas da constância do cuidado,
da paciência do tempo,
para que a Dália floresça,
em sua majestade silenciosa,
a rainha de um reino verdejante.