Há versos que chegam sem avisar,
Tocam no peito, decidem ficar.
Não pedem licença, não fazem ruído,
apenas ocupam o que estava esquecido.

 

Encantam no simples, no quase banal,
num gesto pequeno, num toque casual.
São feitos de tempo, de atenção,
de palavras que sabem como tocar o coração.

 

Versos que encantam não querem brilhar,
não pedem aplauso, nem tentam provar.
Ficam no fundo do que a vida é,
feito verdade que ninguém vê.

 

E quando tudo insiste em passar,
são eles que ficam, a nos lembrar:
há beleza ainda no sentir,
há versos vivos no simples existir.

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